Por Tiago Mendonça
A Fórmula 1 está em Melbourne para a abertura da temporada 2026, um dos campeonatos mais esperados dos últimos anos por conta da revolução promovida no regulamento. Agora, os 1000 CV de potência de cada carro são divididos de forma praticamente igual entre os motores elétrico e de combustão.
Há também um novo combustível 100% sustentável, cujo desenvolvimento pode gerar diferenças entre as fabricantes, promovendo uma discreta “guerra de fornecedoras”. De forma geral, os carros estão menores e mais ágeis, e agora contam com aerodinâmica ativa – asas dianteira e traseira se abrem nas retas.
A ordem de forças ainda é um mistério. A Mercedes chega a Melbourne como principal favorita, mas ganhou recentemente a concorrência da Ferrari, que andou muito bem nos testes de pré-temporada. McLaren e Red Bull também parecem em condições de se colocar na briga.
A novata Audi, do brasileiro Gabriel Bortoleto, usa a estrutura da antiga Sauber, mas produz suas próprias unidades de potência e surpreendeu em termos de velocidade, mostrando bom rendimento nos treinos. “Foi um bom primeiro dia, mas ainda temos muito trabalho pela frente”, disse Gabriel ao fim da sexta-feira, 6.
“Neste momento, estamos focados em fazer funcionar o básico, para que tudo corra bem. Depois, será o momento de trabalhar no ajuste fino e buscar desempenho”, acrescenta o piloto brasileiro, campeão da Fórmula 3 (em 2023) e da Fórmula 2 (em 2024).
Se entre os primeiros colocados a relação de forças ainda não está muito clara, o mesmo não pode ser dito da “turma do fundão”. A grande decepção do ano até aqui é a Aston Martin, que vem enfrentando sérios problemas de vibração na unidade de potência fornecida pela Honda.
“Nós descobrimos em novembro que eles haviam mudado muita gente na fábrica. O time hoje conta com apenas 30% do pessoal que trabalhava antes da saída da Honda”, explicou Adrian Newey. A situação é tão grave que, além de andar nas últimas posições, a Aston Martin não deve nem terminar a corrida.
A expectativa é que, por segurança, para preservar a integridade do carro e dos pilotos, tanto Fernando Alonso quanto Lance Stroll completem no máximo 25 voltas. O Grande Prêmio da Austrália, nas ruas do Albert Park, em Melbourne, está marcado para 1h da madrugada deste domingo, 8, no horário brasileiro.
Legenda: Gabriel Bortoleto
Foto: Audi Revolut F1 Team

