Por Tiago Mendonça
O fim de semana do GP dos Estados Unidos, em Austin, pode ser histórico para a Fórmula 1. Pela primeira vez no ano, o italiano Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, tem a oportunidade de fechar o campeonato matematicamente. Para tanto, precisa vencer, com o companheiro de equipe George Russell no máximo em nono lugar e Lewis Hamilton, da Ferrari, em quinto.
Não é uma missão simples, mas só a possibilidade de ser campeão antecipado, faltando cinco corridas para o final, já é algo que chama a atenção. Especialmente se tratando de um garoto que está apenas no segundo ano de F-1. Aos 20 anos de idade, Antonelli se tornaria o campeão mais jovem de todos os tempos, superando o recorde de Sebastian Vettel (que chegou ao título em 2010 aos 23 anos).
“É loucura se você parar para pensar nisso, mas é até por isso que eu tento não pensar muito”, brinca Andrea Kimi Antonelli.
“Para eu me tornar campeão, precisaria ser um final de semana perfeito para mim e os outros precisariam ter um resultado muito ruim, o que é improvável de acontecer. Tivemos uma reunião com o Bono [engenheiro] esta manhã e apenas combinamos de nos divertir, mantendo a mesma mentalidade do ano todo: uma corrida de cada vez, dando o meu melhor”, conclui o piloto.
Principal adversário dele na disputa pelo título, George Russell já adota um certo discurso de quem “jogou a tolha”. “Tem sido uma temporada única, que testou meu caráter e resiliência, tendo que me olhar no espelho várias vezes e pensar como quero dar a volta por cima depois desses golpes. Posso ao menos me orgulhar de sempre ter lutado e dado o meu máximo”, filosofou o britânico.
Neste momento, Antonelli lidera o campeonato com 340 pontos e Russell tem 238. Na prática, ele está mais próximo de perder o vice do que atacar o adversário: Hamilton aparece no encalço, com 229, seguido por Max Verstappen, em quarto, com 221, e Charles Leclerc, quinto, com 215. “Esta não será minha última chance. Queremos tentar colocar a Mercedes de volta no topo, pois faz um tempo”, resume Russell.
Verstappen, por sua vez, chega a Austin embalado por duas vitórias consecutivas, mas mantém os pés no chão em relação às chances da Red Bull. “Estou feliz por estar aqui no Texas, gosto desta pista e o desempenho do carro tem funcionado muito bem nesses últimos fins de semana. Estamos confiantes como equipe, mas conscientes das atualizações nas outras garagens”, comenta o piloto.
Nesta etapa, o holandês terá de lidar ainda com uma novidade: terá outro engenheiro na comunicação via rádio. É que Gianpiero Lambiase, engenheiro de pista que acompanha Verstappen desde que ele chegou à Red Bull, deixará a equipe no mais tardar ao final de 2028 e a equipe já quer se preparar para esta separação. Neste final de semana, Tom Hart é quem exercerá a função.
O brasileiro Gabriel Bortoleto, que não pontua desde o GP da Bélgica, em julho, tenta deixar a má fase para trás para voltar ao grupo do meio do pelotão. “Austin é sempre um fim de semana divertido e com uma ótima atmosfera, então estou feliz em voltar ao Texas. As coisas não saíram exatamente como eu queria nas últimas corridas, por isso estou motivado para voltar à pista e tentar novamente. Estivemos perto do top 10 algumas vezes, e estou muito a fim de transformar isso em um bom resultado. É o início de três corridas em sequência, e estou pronto para dar o meu melhor e, se Deus quiser, começar esta maratona tripla com o pé direito”.
O GP dos Estados Unidos será disputado neste domingo, 25, às 17h, com transmissão ao vivo do SporTV.
Legenda: Andrea Kimi Antonelli
Foto: Alastair Staley/LAT Images

