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Pecco Bagnaia vence o GP de Valencia na despedida de Valentino Rossi

Publicado

em

Por Járcio Baldi

A Ducati colocou suas motos nos três primeiros lugares no GP de Valencia com Pecco Bagnaia, Jorge Martin e Jack Miller. Foi a primeira vez que isso aconteceu na história da fábrica de Bolonha. O campeão Fabio Quartararo disse estar preocupado pelo grande salto obtido pela Ducati. “Jerez não é um circuito favorável a eles e mesmo assim conquistaram os três primeiros lugares” afirmou. Tal pensamento foi compartilhado pelo campeão de 2020 Joan Mir “Ano passado eles tinham problemas com o desgaste dos pneus no final da prova tendo dificuldades nas curvas e também na retomada da aceleração. Nessa temporada não percebi isso, inclusive eles conseguiam ter um ritmo melhor ao final das provas. Esse ano eu terminei a prova de Valencia dois segundos mais rápido que o tempo de prova de Morbidelli na vitória em 2020 e eles conseguiram superar em mais de 7 segundos”. Atualmente a Ducati é a moto a ser superada na próxima temporada.

Mas a conquista da Ducati foi ofuscada pela festa de despedida do ícone do motociclismo Valentino Rossi. O piloto estava feliz em finalizar sua carreira entre os 10 primeiros colocados. Rossi disse que ficou bastante emocionado ao reencontrar-se com as noves motos com as quais conquistou seus Títulos Mundiais: Aprilia 125cc (1997) e 250cc (1999), Honda 500cc dois tempos (2001) e as de 4 tempos (2002 e 2003) e Yamahas (2004, 2005, 2008 e 2009). Outro fato que tocou Valentino foi a pintura dos capacetes dos pilotos da sua Academia, a VR46, que estilizaram seus capacetes com pinturas semelhantes aos utilizados por ele para comemorar suas conquistas.

“Sempre pensei que minha despedida seria um dia triste, jamais uma festa como foi. Encarei e comemorei como se fosse um Título Mundial. Não chorei, mas certamente chorarei essa noite” afirmou o italiano. Quando foi perguntado pra definir sua carreira em 3 palavras disse: “Impressionante, divertida e competitiva”. Rossi foi surpreendido com a presença nos boxes de seu ídolo, o brasileiro Ronaldo Rosário, ‘o Fenômeno’. “É o meu ídolo, o considero o melhor atleta, me encantava vê-lo nos derbis no San Siro [estádio em Milão, Itália] ele me dava aquilo que penso dar aos meus fãs. Ele me ajudou a entender isso”.

Quando questionado sobre o que não faria novamente respondeu: “É difícil dizer. Eu refaria o fim de semana de Valência de 2006. Teria me preparado e concentrado melhor, assim não teria caído e perdido o título. Em 2015 fiz o que pude. Não foi culpa minha. É a minha maior amargura. Aquele ano teria sido fantástico, o décimo título, creio que teria prolongado a minha vida como campeão. Doeu muito” referindo-se ao problema que teve com Márquez no GP da Malásia e o fez partir do final do grid na última corrida, tolhendo-lhe a chance de lutar pelo título. Rossi chegou em 4º perdendo o título para seu companheiro de equipe Jorge Lorenzo por 5 pontos. Na época Rossi afirmou que Marc ajudou Lorenzo a conquistar o título atrapalhando-o nas três últimas provas.

Na Moto2 Raul Fernandez venceu a prova, mas Remy Gardner foi coroado campeão fazendo uma prova cuidadosa e chegando em 10º.

Foto/MotoGP

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