Por Tiago Mendonça
O GP da Itália é, logicamente, o mais importante do ano para a Ferrari, que corre em casa. Neste domingo, 6, a equipe italiana busca sua 21ª vitória na história da prova (a conquista mais recente em Monza foi em 2024, com Charles Leclerc). E para alcançar este feito, digamos que o time vai contar com um “empurrãozinho”.
A Ferrari chega a Monza com uma nova especificação em sua unidade de potência, visando um ganho estimado em 15 CV para tentar diminuir a distância em relação à Mercedes e buscar a vitória no GP da Itália. Outro fator que pode ajudar nessa missão é a punição prevista ao líder do campeonato, Andrea Kimi Antonelli.
O piloto italiano, também correndo em casa, enfrentará um grande desafio, já que trocará componentes do motor e cumprirá uma punição no grid de largada em Monza. A Mercedes, prevendo dificuldades, estabeleceu uma meta bastante discreta para ele, de chegar pelo menos entre os cinco primeiros colocados.
Antonelli neste momento lidera o campeonato com 59 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton, da Ferrari, e George Russell, companheiro de equipe dele na Mercedes. Os dois estão empatados na segunda colocação, com Russell levando vantagem no critério de desempate por somar duas vitórias contra uma.
Hamilton, porém, chega à Monza em boa fase e em bom astral. Na quinta-feira, 3, ele foi ao circuito vestindo o tradicional vermelho da Scuderia e dirigindo sua clássica Ferrari F40 restaurada: o carro foi adquirido por Hamilton com apenas 69 km rodados e tem custo estimado acima dos R$ 25 milhões.
Pelos lados da Red Bull, há certo pessimismo no ar. Max Verstappen adotou um tom cauteloso antes do início dos treinos, declarando que não espera nenhum “milagre” da equipe em termos de ritmo no veloz circuito de Monza. Mais uma vez, Verstappen terá Liam Lawson como companheiro de equipe.
Isack Hadjar, piloto titular da Red Bull, fica fora de mais uma etapa, enquanto se recupera de uma lesão no punho. Na equipe-irmã Racing Bulls, Lawson será substituído pelo velho conhecido Yuki Tsunoda, que atua como reserva para as duas equipes de propriedade da fabricante de energéticos.
Este será um fim de semana desafiador em termos de preparo físico e resistência do equipamento. A Federação Internacional de Automobilismo emitiu um alerta devido às altas temperaturas previstas para o circuito, que podem superar os 35°C e testar os limites do desgaste de pneus e dos próprios pilotos.
Lando Norris segue “no vácuo do título”. Vindo de vitória em Zandvoort, o piloto britânico chega motivado, buscando manter a boa fase com a McLaren para tentar consolidar sua reação no campeonato em uma pista de baixa pressão aerodinâmica. Ele está 83 pontos atrás do líder Antonelli.
Diante de especulações no mercado de pilotos e do contrato de longo prazo assinado por seu companheiro de equipe (Norris fica na McLaren pelo menos até 2030), Oscar Piastri reforçou seu compromisso com o projeto da equipe e a busca por pontos essenciais para o campeonato de Construtores neste fim de semana.
No caso do brasileiro Gabriel Bortoleto, a pista de Monza traz boas lembranças. Foi nela que ele conquistou o título da F-3 em 2023, venceu uma de suas corridas mais espetaculares na F-2 (em 2024) e marcou pontos correndo pela Sauber no ano passado, com um oitavo lugar.
O GP da Itália está marcado para domingo, às 10h, com transmissão ao vivo da Globo e do Sportv.
Legenda: Lewis Hamilton
Foto: Scuderia Ferrari

