Por Tiago Mendonça
Aproveitando o período de pausa na Fórmula 1, o piloto brasileiro Gabriel Bortoleto veio ao Brasil. Ele desembarcou em São Paulo nesta semana e já participou de um evento da marca KitKat. A companhia lançou uma edição limitada do chocolate com o nome de Bortoleto. Parte das vendas deste produto vai ajudar na formação de jovens profissionais do projeto Escola do Mecânico.
Logo depois da apresentação, Bortoleto concedeu uma entrevista exclusiva ao jornalista Tiago Mendonça, da Band e do Jornal O Dia SP. Durante a conversa, o piloto brasileiro avaliou os desafios e as conquistas da primeira temporada da Audi na F-1. “Eu estou muito feliz com a primeira parte dessa temporada”, comentou Bortoleto, que marcou pontos em três corridas neste ano.
“A gente sabe que é um projeto novo. É o primeiro ano de uma equipe nova, tem muito a desenvolver ainda. E o que eu posso falar é que eu acho que todo mundo que está envolvido no projeto, as pessoas que realmente conhecem da F-1, que estão no paddock, reconhecem muito o trabalho que a Audi tem feito esse ano. É algo realmente impressionante chegar o primeiro ano disputando por pontos, Q3, com o nosso próprio motor. Estou muito feliz com o que a gente tem feito até agora e animado também pelo que vamos trazer para o futuro”.
A F-1 vive um ano de críticas ao novo regulamento, que ampliou a relevância da motorização elétrica, tornando algumas disputas praticamente “artificiais”, dada a diferença de energia entre os carros. Bortoleto reconhece que há espaço para evolução, mas, pelo menos da parte dos pilotos, ele destaca também que é hora de parar com as reclamações.
“Os carros ainda são divertidos de pilotar, são rápidos, ainda é um carro extremamente forte. Isso eu não acho que a Fórmula 1 perdeu a graça. Eu entendo o que outros pilotos criticam. Eu só levo a opinião de que a gente é muito sortudo de estar fazendo o que a gente faz na nossa vida. São pouquíssimos pilotos que têm a oportunidade de estar disputando uma categoria como a Fórmula 1”, avaliou.
“O regulamento escolhido foi esse. As pessoas que tinham que tomar essa decisão já tinham todos os dados de como seria. As equipes tinham a telemetria de como seria no simulador com o regulamento novo, e a decisão foi tomada em manter. Então, não cabe a mim ficar toda etapa criticando o regulamento ou choramingando porque eu não gosto de pilotar esses carros. Eu ainda sinto prazer em pilotar esses carros. São carros rápidos, são bem diferentes do ano passado, que eram mais simples de pilotar em questão de lidar com motor e tudo. Mas é o que a gente tem agora. Vamos pilotar, vamos aproveitar, porque são pouquíssimas pessoas que têm a chance de estar fazendo o que nós, 22 pilotos no mundo, temos oportunidade. E no próximo regulamento, que eu estou ouvindo que vai ter mudança para cá e para lá, a gente vê o que vai vir”, concluiu.
A próxima etapa da temporada da Fórmula 1 é o GP dos Países Baixos (ou da Holanda, como preferir), em Zandvoort, marcado para 23 de agosto.
Legenda: Gabriel Bortoleto
Foto: Divulgação/Nestlé

