SEGURO RURAL
O projeto de lei que institui um novo marco legal para o Seguro Rural ganhou prioridade no Senado Federal. O Plenário aprovou o regime de urgência para a proposta, acelerando sua tramitação. A expectativa é de que o texto seja votado na primeira semana de agosto, após o recesso parlamentar. A matéria figura entre as principais prioridades da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) neste ano.
PREÇOS MÍNIMOS
O governo federal publicou no Diário Oficial da União a portaria que atualiza os preços mínimos dos produtos de verão e regionais referentes às safras 2026/27 e 2027. Definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os novos valores servirão de referência para as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), mecanismo destinado a assegurar remuneração mínima aos produtores rurais. A vigência dos preços varia entre julho de 2026 e junho de 2028, conforme a cultura.
EL NIÑO
Com probabilidade estimada entre 97% e 99% de permanência do fenômeno El Niño até o início de 2027, sete unidades da Embrapa divulgaram uma nota técnica com orientações para reduzir os riscos à agropecuária na Região Sul. O documento reúne recomendações para minimizar prejuízos provocados por chuvas intensas, maior incidência de doenças nas lavouras e outros impactos previstos para diferentes sistemas de produção.
PARCERIA BRASIL–ESTADOS UNIDOS
Representando o setor produtivo brasileiro, o vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Marcelo Junqueira, participou, no último dia 6, em Washington, de audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da investigação conduzida com base na Seção 301. Durante sua manifestação, destacou a relevância da parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos e ressaltou o papel estratégico dos dois países na segurança alimentar global, por meio do fornecimento de alimentos, fibras e energia de forma sustentável.
TRIGO
Os preços do trigo registraram alta diante da perspectiva de menor oferta global, após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduzir a estimativa da safra norte-americana para o menor nível desde 1970/71. No mercado brasileiro, segundo o Cepea, a oferta limitada da safra antiga sustentou as cotações, enquanto a valorização do real frente ao dólar favoreceu as importações e restringiu movimentos mais intensos de alta. Em âmbito global, o USDA revisou para baixo, em 0,01%, a previsão da produção mundial de trigo na safra 2026/27, estimada agora em 819,969 milhões de toneladas.
CEBOLA
A temporada de importação de cebola em 2026 caminha para o encerramento. Dados do Comex Stat mostram que, em junho, cerca de 38 mil toneladas do produto ingressaram no País, volume 70% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, mas 29% inferior ao de maio. Do total importado, 66% tiveram origem na Argentina, 23% nos Países Baixos e 9% no Chile. A Nova Zelândia respondeu pelos 2% restantes.
SOU + AGRO
Entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, a Fazenda Maeda, em Itu (SP), sediará a primeira edição do Sou + Agro – Festival do Agronegócio. O evento foi concebido para aproximar o público urbano da realidade do campo, reunindo experiências voltadas à inovação, sustentabilidade, gastronomia e entretenimento. A proposta é evidenciar a presença do agronegócio no cotidiano da população por meio de atividades interativas e educativas.
EXPORTAÇÃO DE CAFÉ
O Brasil exportou 38,462 milhões de sacas de 60 quilos de café para 125 países durante o ano-safra 2025/26, encerrado em junho. O volume representa queda de 15,7% em relação ao ciclo anterior. A receita cambial somou US$ 14,595 bilhões, recuo de 1%, mas ainda corresponde ao segundo maior resultado da série histórica, atrás apenas do registrado em 2024/25. Os números constam do relatório estatístico mensal divulgado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). (Com informações de assessoria e IA)
Mauricio Picazo Galhardo é jornalista

