Por Járcio Baldi
Acontece nesse final de semana a prova de MotoGP em Brno, na República Tcheca, mas o que está roubando a cena, por enquanto, será o teste oficial com as novas motos de 850cc com pneus Pirelli, que será a fornecedora oficial da categoria a partir de 2027, na segunda feira após a prova, sem a presença da imprensa ou cronometragem oficial. Pilotos que pilotarão para fábricas diferentes a que estão pilotando nessa temporada ficaram de fora dos testes. Serão no máximo duas motos por fabricante, com um número reduzido de pneus.
Para a Ducati Marc Marquez e Fermin Aldeguer estarão escalados, como é certo que Pecco irá para a Aprilia no próximo ano, foi preterido. “Entendo a ideia de não testar a 850cc porque é normal [já que estou saindo]. Acho que está correto. “Talvez fosse melhor deixarem os pilotos que estão saindo pilotar a moto atual [de 1000cc] com pneus Pirelli. Mas infelizmente é impossível”, disse o italiano. Na Aprilia até o momento apenas Marco Bezzecchi, e possivelmente Raul Fernandez, caso o piloto renove com a Trackhouse ainda nesse final de semana. A Yamaha terá Toprak Razgatioglu e Augusto Fernandes. Toprak, por sua vez, conhece bem os pneus Pirelli pois correu oito temporadas com a marca, obtendo três títulos no Mundial de SBK. Pela KTM provavelmente teremos Pol Espargaró.
Pela Honda, estarão escalados Luca Marini e Joan Mir. O brasileiro, Diogo Moreira, apesar de já ter assinado contrato com a fábrica japonesa, ainda não sabe se pilotará a nova moto. Muitos brasileiros criticaram a Honda por não escalar oficialmente Diogo, mas como ele está estreando na categoria, talvez não conseguiria fornecer tantas informações ao time. A Honda decidiu que o valor da experiência de Mir e Marini supera o risco de revelar informações a futuros rivais. Mir salientou que essa atitude da Fábrica da Asa Dourada, foi correta. “A Honda está tentando desenvolver uma nova moto; eles têm dois pilotos que desenvolveram essa moto nos últimos anos, e a evolução foi evidente. Então, não vejo por que não utilizá-los.” Mir acrescentou: “Também daremos um bom ‘feedback’ à Pirelli. Isso também é importante para tentar promover alguma evolução e ajudá-los a chegar preparados para a próxima temporada.”
As cinco equipes de fábrica da MotoGP chegaram oficialmente a um acordo com a MotoGP SEG – agora renomeada MotoGP Sports Entertainment Group pela Liberty Media- sobre o próximo contrato comercial do esporte, que começa em 2027. Ao contrário dos ciclos contratuais anteriores de cinco anos, em que as equipes assinavam individualmente, a aquisição da Dorna (levou as fábricas a negociarem coletivamente em busca de uma participação na receita do campeonato nos moldes da Fórmula 1. Talvez agora possamos ter os nomes dos pilotos, para a próxima temporada anunciados oficialmente pelas equipes.
Uma controversa discussão cerca a MotoGP. A possibilidade de cada equipe ter apenas uma moto por piloto. O chefe da MotoGP, Carlos Ezpeleta, confirmou que essa controversa regra está sendo considerada, mas se recusou a dizer quando isso poderá entrar em vigor. A ideia é de cortar custos, mas o atual dono da Equipe Tech3, Guenther Steiner, é contra. Segundo Guenther, o real volume de dinheiro economizado não seria tão elevado e a equipe teria que ter motos reservas, mas totalmente desmontadas, ou nem isso, já que o sistema de corridas “flag-to-flag”, onde os pilotos podem trocar de motos durante a corrida, devido à chuvas, continuaria valendo.
Ai Ogura fez o melhor tempo na Pratica, seguido pela outra Aprilia de Marco Bezzecchi. Para Diogo Moreira está se tornando frequente ir para o Q2 direto, já que o piloto ficou com o oitavo melhor tempo. Dezenove pilotos ficaram dentro do mesmo segundo da volta do japonês. A prova acontece às 9h da manhã de domingo (horário de Brasília)
Legenda: Ai Ogura
Foto: MotoGP

